Foi em 1 de maio de 1994 que Ayrton Senna morreu em um acidente na Itália. Hoje, fazem 26 anos da morte do piloto. O brasileiro se destacou por ser pioneiro ao adotar o ciclismo em sua preparação física nos anos 80, quando era comandado por Nuno Cobra, assim como sua visão comercial ao lançar uma linha de produtos com seu nome.

© Divulgação Senna

Pioneiro ao adotar o ciclismo em sua preparação física nos anos 80 comandado por Nuno Cobra

A relação de Ayrton Senna com a bicicleta começou cedo, como toda criança. Registros em vídeo mostram Ayrton Senna falando sobre um episódio em que seu pai o ensinou como negociar quando ele comprava uma bike para o filho. Existem também fotografias de Ayrton pedalando, o que fundamentam seu pioneirismo na prática de desportos complementares e exercícios físicos adicionais como preparação física e mental nas corridas de automóveis.

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Ayrton Senna é lembrado como herói nacional, em virtude de seu carisma, conquistas e determinação, estampando a bandeira verde-amarela no lugar mais alto do pódio ao redor do mundo, concedendo certa alegria ao povo brasileiro esmagado pela plena crise econômica e social que assolava o país no início dos anos 90.

Poucos dias antes do acidente, o piloto brasileiro lançou sua linha de bicicletas

Ayrton Senna encantou o mundo com sua força de vontade para fazer a diferença. O perfeccionismo o levou a realizar grandes projetos, dentro e fora das pistas. Poucos dias antes do trágico acidente fatal no circuito de Ímola, Itália, o piloto brasileiro lançou sua linha de bicicletas, desenvolvidas por mais de um ano em parceria com a marca italiana Carraro Cicli.

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O plano era iniciar com quatro modelos: Senna 330, um modelo feminino; Senna 440, uma mountain bike de entrada; a Senna 550, uma mountain bike “full suspension”, e por fim, o modelo Senna 770, uma mountain bike top de linha projetada para competições que na época era avaliada por US$ 4.500!

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Senna supervisionava todos os detalhes, passando por ele toda a aprovação tecnológica, assim como as ações de marketing

O incrível é que Senna supervisionava todos os detalhes dos projetos, passando por ele toda aprovação tecnológica, assim como as ações de marketing. Além das bikes, Senna tinha outros equipamentos licenciados por sua marca, como relógios Tag Heuer e Hublot, motos Ducati, carros Audi e barcos, entre outros, sempre produtos de alto luxo e sofisticação.

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Na semana em que faleceria, Senna voou até a Alemanha para visitar a fábrica da Carraro Cicli em Ingolstadt, perto de Munique. O brasileiro foi ver de perto as instalações que produziriam as bicicletas da marca Senna. Depois, Senna ainda participou de um lançamento das bikes para a imprensa.

Num comunicado à imprensa emitido no dia 28 de abril de 1994, em Pádua, Itália, a empresa de bicicletas Carraro Cicli mostrava seu orgulho e satisfação de fazer parte do projeto de Ayrton Senna.

© Divulgação Senna
© Divulgação Senna

O mais legal das bikes Senna era a garantia de exclusividade. Cada modelo possuía um número de série estampado no quadro como uma garantia de qualidade da marca SENNA, que atestava sua origem feita à mão. Parte da receita da venda das bicicletas seguiam para o Instituto SENNA, que apoia diversos projetos e programas sociais para incentivar e promover os talentos, habilidades e potencialidades de crianças carentes.

O ciclismo ainda está presente na família Senna

Após a morte do tricampeão mundial de Fórmula 1, o Instituto Senna e a Carraro ainda tentaram dar sequência no projeto das bikes, que não durou muitos meses até a fabricação ser descontinuada. Outros produtos, como as motos Ducati 1199 Panigale S Senna, ainda são vendidos.

No entanto, o envolvimento com o ciclismo ainda está presente na família Senna. Atualmente, o sobrinho de Ayrton, o piloto de automobilismo Bruno Senna também adotou o ciclismo em sua preparação. O jovem piloto, que já teve uma breve passagem na F-1 e atualmente faz corridas do Mundial de Endurance da FIA, já declarou que treina, cuida das bikes e gosta de acompanhar as provas do ProTour.

Fernando Alonso
Bruno Senna. © Divulgação Senna

A verdade é que Senna fez escola. O ciclismo está ligado no automobilismo. O próprio francês Alain Prost, ex-rival de Senna, é um excelente ciclista, já participando de duas edições da Ultramaratona de MTB Cape Epic. Rumores indicam que Prost já deu uma bike à Senna de presente.

Outros nomes como: Fernando Alonso, Jenson Button; Mark Webber; entre tantos outros pilotos profissionais pedalam e muito!

Fernando Alonso (© SUTTON IMAGES)

A série de bicicletas concebidas por Senna era composta pelos modelos:

SENNA 330: Uma bicicleta para passeio e “animar e alegrar o tempo livre”, como dizia o informativo. Era uma versão clássica para damas, com um design prático e confortável.

SENNA 440: Desenvolvida com o mesmo cuidado de modelos mais sofisticados, era uma mountain bike de entrada caracterizada pela marca como “tão segura e confiável”.

SENNA 550: Chamada de “a nova geração do MTB”, a full suspension (amortecimento nas rodas: dianteira e traseira), essa bike foi projetada para todos os tipos de terreno, na época, indicada para uso no cross country e downhill.

SENNA 770: Uma verdadeira mountain bike de competição, desenhada com todos os detalhes e componentes mais sofisticados da época, como os freios V-brake e transmissão Shimano, suspensão dianteira PACE, selim customizado, guidão com bar-end estilizado, assim como um acabamento fino.

Senna 770
A speed de Senna. © Divulgação Senna
Ayrton Senna apresenta sua linha de bikes (© ARQUIVO).
Senna 770 (©ARQUIVO)
Ayrton passeia de bicicleta em Mônaco
© Divulgação Senna
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Ayrton passeia de bicicleta em Mônaco (© HTTP://AYRTONSENNAVIVE.BLOGSPOT.COM.BR).
Senna bicicleta amarela yellow bicycle. © Divulgação Senna
Senna e Prost – Cena rara. © Divulgação Senna