Dicas para escolher bem suas roupas de ciclismo

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© Raiza Goulão

Pedalar já é, por si só, uma atividade muito agradável. E quando você escolhe roupas e acessórios corretos, fica melhor ainda. Nessa hora, é importante aliar performance com conforto, sem esquecer da segurança, é claro. Vai ser a diferença entre você curtir o passeio/ter um bom desempenho no treino ou prova, e ficar se estressando com aquela bermuda que está apertando e machucando, ou porque está suando demais com a camisa que não ventila. Além disso, roupas e equipamentos de ciclismo servem como itens de proteção, contra raios solares e certas quedas, por exemplo.  Confira algumas dicas e detalhes para prestar atenção na hora de decidir como se equipar para o treino, a prova, ou o passeio. Também colhemos depoimentos de atletas que conhecem muito bem do assunto – confira nos boxes ao longo da matéria.

Tem que ser confortável

O vestuário não deve distrair a sua atenção durante o pedal. Por mais que fique ajustada ao corpo, esse é mesmo o propósito da roupa de ciclismo, e é assim que ela vai trazer conforto. Roupas de ciclismo são desenvolvidas para dar liberdade de movimento e melhorar sua aerodinâmica. Porém, uma roupa muito justa, assim como uma muito larga, vai incomodar. Escolha uma nem muito apertada, nem muito solta. Ao escolher as peças, tenha o seguinte em mente: essas serão as roupas que vão te acompanhar por horas, talvez várias, no pedal. Com certeza, priorizar pelo conforto é fundamental!

Priorizar pelo conforto é fundamental © Free Force / Divulgação

Camiseta

Sempre escolha camisas com tecidos ventilados e que proporcionem proteção solar. Conheça um pouco sobre os tecidos usados na composição das camisas de ciclismo; eles fazem uma grande diferença no desempenho da peça. Por exemplo, tecidos sintéticos (como poliamida e poliéster) são mais indicados, por que secam e fazem o suor evaporar mais rapidamente. Tecidos de poliéster com multifilamentos e uma certa porcentagem de lycra ajudam a dar mais conforto e modelar melhor ao corpo. Observe se tem algum acabamento por dentro para o zíper não incomodar. Bolsos também são bem práticos, para armazenar suplementos, documentos, celular. Muitas camisas possuem saída para fones de ouvido, mas isso pode não ser muito seguro, dependendo de onde você vai pedalar. Também, observe se a profundidade dos bolsos vai servir para o que você leva no pedal. Atente para o tipo de abertura da camisa (muitas tem zíper frontal total, outras zíper até na metade do peito), pois ela ajuda na ventilação e na hora de vestir. Procure por uma camisa que tenha ajustes nas extremidades, que evitam que ela ‘infle’ e atrapalhe. 

Bermuda

Ela pode não ser unanimidade entre os amantes da bicicleta, mas a bermuda de ciclismo é muito eficaz, e é claro, indiscutível para quem busca performance. E, talvez, ela seja o item que mais pede atenção. Principalmente no que diz respeito ao forro. Em pedais um pouco mais intensos, um forro de qualidade vai evitar assaduras e bolhas, e contribuir na melhora da circulação sanguínea, o que reduz o cansaço muscular e a sensação de dormência nos músculos. A densidade da espuma é determinante, principalmente em pedais mais longos, mas ela tem que ter a configuração certa. Você encontra forros em vários materiais, como espuma e gel. Nesse quesito, é importante descobrir a qual você vai se adaptar melhor. Muitos que usaram bermuda com forro de gel lá no início de seu uso não o veem com bons olhos, e com razão, já que eles eram ruins mesmo, descolavam, espalhavam etc. Mas o produto evoluiu e hoje tem seu lugar no ciclismo. Existe forro apenas em gel e o misto de espuma e gel. Segundo Gustavo Barbedo, da Barbedo Sports, “o forro só de gel é super amador. É apenas para se usar por pouco tempo de pedal, até uma hora no máximo. O forro de espuma e gel é muito utilizado; normalmente o gel é aplicado apenas na área de contato do osso da bacia com o selim e esse gel é perfurado para dar alguma ventilação na pele. Ele também é um forro de entrada, pois é muito mais pesado do que um de espuma.”

© Poker Divulgação

Gustavo prossegue: “o gel é um excelente absorvente de impactos, mas ele é pesado e não transpira. Já existem espumas que absorvem tanto impactos quanto o gel, transpiram e são muito mais leves”. E conclui: “o melhor forro é aquele que tem várias densidades de espuma. Mas tem de tomar cuidado, pois a espuma de alta densidade tem de estar no lugar certo, ou seja, onde tem o maior impacto entre o ciclista e o selim”.

Existem vários tipos de forro com denominações e terminologias diferentes a cada fabricante. “O forro 2D é um forro plano, se você colocar ele em cima de uma mesa vai ficar todo apoiado na mesa. Quando você costura na bermuda ele tem de pegar a forma 3D. Como ele não vai moldar em 3D, a bermuda é que vai torcer e se moldar ao forro. Com o peso do ciclista em cima, ele se molda ao selim mas faz vincos que vão machucar o ciclista depois de algum tempo na bike. O 3D tem a forma do selim. A altura vai variar da espuma utilizada. Pode ser 3D com uma espuma de 10mm, que vai ficar confortável, mas não vai proteger de impactos. Se utilizar uma espuma de 14mm com densidade de 120 ele será mais grosso e vai amortecer muito mais. Existe forros 2D que são bem altos pois utilizam espumas bem grossas. Sendo assim um forro 3D se molda muito melhor ao selim e ao corpo humano do que um 2D”, afirma Gustavo. De acordo com a equipe técnica da Free Force, “o forro 2D é um forro plano que possui somente espessuras diferentes. Já o forro 3D é mais versátil, se adaptando melhor ao corpo e reduzindo o atrito”.  Além disso, existem forros mais estreitos e outros mais largos, por assim dizer. Um forro mais estreito não desce na perna, e vai só no final da virilha (nesse caso, dependendo da costura, pode incomodar). Já o forro mais largo desce um pouco na perna (a costura não pega na virilha).

© Silque divulgação / Free Force Divulgação / Marcio May Divulgação
© Infográfico ExtraLight

Além do material do forro, preste bastante atenção na modelagem dele. Boa parte das bermudas no mercado atualmente utilizam uma junção de poliamida com elastano, fibras que oferecem um bom ajuste da bermuda no corpo. A bermuda deve se adequar ao corpo, para não causar desconfortos. Ao provar (e sempre prove!), você precisa notar se ela está justa ao corpo, mas sem apertar a área da coxa ou do abdome, nem ficando larga em outros pontos. E não é necessário usar roupa íntima por baixo, já que, com o atrito da bermuda, o elástico da roupa pode machucar. Olhe bem a costura da bermuda; o ideal é não ser sobreposta, mas sim feita lado a lado, ou Flat Seammer. Ela fica chata e não irrita a pele com a compressão da lycra. E a linha da costura faz diferença? Faz, e muita. A linha fica em contato com a pele e uma linha de poliéster, por exemplo, pode até cortar a pele. Já a de poliamida é mais macia, bem como a de algodão. Também é vantajoso encontrar uma bermuda que ofereça ação antibacteriana, evitando mau cheiro e bactérias ofensivas à saúde (principalmente para pedais mais longos, onde você vai passar bastante tempo com a roupa úmida e quente).  Para pedais no inverno, existem modelos com ação térmica, que mantém a temperatura corporal. 

© Marcio May Divulgação / Silque Divulgação
© Barbedo Divulgação

Bretelle

Muitos acabam optando pelo bretelle. Essa peça realmente não sai do lugar durante o pedal. Márcio May dá a sua opinião sobre o item: “eu utilizo bretelle e todo o pelotão de ciclismo profissional utiliza, pois é muito mais confortável, não aperta na cintura, pois não tem elástico, não fica caindo já que tem alças deixando sempre na posição correta de uso. Quem utiliza um bretelle de qualidade nunca mais volta a utilizar bermuda, não tem comparação”. Ronaldo Huhm diz: “o bretelle sustenta melhor a musculatura do core, e nas entradas e saídas do selim, em trechos mais técnicos, o fundo do bretelle ou bermuda pode enroscar no bico do selim. Nesses casos o bretelle é mais fácil para se reajustar ao corpo”. Mas a peça pode ter algumas desvantagens na hora de vestir e tirar. “O bretelle atrapalha na hora de fazer xixi (e outras coisas) e me parece que puxa os ombros pra baixo, forçando um pouco as costas. Mas já usei muito bretelle também, que, por outro lado tem a vantagem de não prender o abdome e facilitar a respiração”, comenta Eduardo Sens. Claudia Franco encontrou uma solução: “especificamente para mulheres, recomendo bretelle que tenha sistema de soltar as alças. Uso bretelle com este sistema e é incrível a facilidade, ele baixa como uma bermuda sem ter que tirar a camisa”. Assim, muito depende do objetivo do ciclista: é só um pedal recreativo, ou você está buscando performance? 

Em se tratando de bermudas, bretelles e camisas, é muito bom pesquisar bastante. Peça a opinião de quem já usa esses itens há mais tempo, procure dicas na internet e conheça bem as funções dos materiais e composições utilizados na fabricação dessas roupas.

© Silque Divulgação / Free Force Divulgação / Marcio May Divulgação

Sapatilha

Seus pés também fazem bastante esforço na hora de pedalar, e merecem um bom calçado. Mas, é tão importante assim usar sapatilha de ciclismo? Se você pedala frequentemente, em modalidades como o MTB e Speed, por exemplo, e costuma abranger distâncias maiores, que envolvem subidas, sim, ela é importante. E para quem está buscando performance, então, sem comentários. Como diz Eduardo Sens, “sapatilha é obrigatório, para colocar os pés no lugar certo e para permitir um melhor aproveitamento da pedalada”. Se você é um iniciante e vai testar a primeira sapatilha, com certeza vai estranhar a dureza da sola. Mas é assim mesmo, quanto mais rígido, melhor para transferir para os pedais toda a força aplicada. A clipagem da sapatilha permite que o ciclista aproveite ao máximo sua energia durante o pedal. Clipado você se encaixa na bike e ela se torna como que uma extensão de seu corpo. Com os pés conectados aos pedais, o ciclista pode fazer esforço em todos os momentos do giro do pedal, conseguindo um desempenho melhor nas subidas e mais velocidade nas retas. Ela também colabora para o bem-estar dos pés, já que eles não cansam tanto e têm menos chances de doer ou sofrer lesões. A maioria dos ciclistas logo percebe que o pedal é mais seguro quando clipado, e quem acostuma com o clip nunca mais quer se livrar dele.

© Frenezi Divulgação

Existem sapatilhas para cada tipo de pedal. Para o MTB, elas devem ser bem confortáveis e contar com boas travas para ajudar na fixação dos pés, principalmente em terrenos arenosos e pesados em que o ciclista precisa empurrar a bike. Já as sapatilhas de triathlon possuem um velcro interno, deixando o pé mais folgado. Procure por materiais que deixem o pé respirar e que não esquentem muito a sua temperatura, como o couro. Você só vai acertar se experimentar e testar. Além disso, geralmente, mesmo depois de comprar o ideal, ainda leva um tempinho para ele se ajustar. “Na hora de escolher a sua sapatilha, evite pegar um número muito justo, pois no calor e em pedais longos, o pé acaba inchando um pouco e pode ficar desconfortável”, lembra Márcio May.

© Silque Divulgação / Marcio May Divulgação / Mauro Ribeiro Divulgação

Luvas

As mãos podem sofrer muito com calos, em um tombo, ou em dias mais frios. Sem falar que, de luvas, você vai se sentir bem mais seguro. Ricardo Gaspar lembra bem: “As luvas entram nos itens de segurança, pois é a primeira coisa que colocamos no chão numa eventual queda”. A luva de ciclismo fechada, ou dedo longo, protege mais a mão, mesmo seu material sendo fino. Já a luva aberta, ou dedo curto, deixa metade dos dedos sem proteção, mas é uma boa opção para os dias mais quentes. Muitos fabricantes desenvolvem luvas com tecidos mais grosso e bolsas de gel em suas palmas, oferecendo mais conforto. Na parte de cima, é bom o tecido ser mais leve e perfurado, permitindo a ventilação necessária. Outros modelos têm reforço nos dedos, para aumentar a proteção sobre eles em caso de quedas e colisões. Existe luva com ‘pads’ instalados nas pontas dos dedos, permitindo o uso do celular sem retirar o acessório; além de modelos com tecido aveludado no dedão, para não correr o risco de limpar os olhos com o tecido seco comum das luvas.

Sobre o tamanho, escolha uma luva que fique justa, mas não demais. E se você transpira muito, sempre opte pelos modelos mais ventilados.

© Free Force Divulgação
© Free Force Divulgação

Corta vento

Existem colete corta vento e jaqueta corta vento. O propósito é o mesmo: proteger do vento gelado e, também da chuva, afinal, já existem tecidos membranosos que bloqueiam o vento e permitem a saída da transpiração. Deve ter entrada de ar, zíper inteligente, bolsos externos traseiros, que quando dobrados fiquem minúsculos e de cores chamativas. Pode ser com tecido mais fechado, quase impermeável na frente e com ventilação nas costas.  

Se você vai passar horas pedalando, o capacete tem que ser bem ventilado – Foto © Mauro Ribeiro Divulgação

Mas lembre-se, o corta vento precisa ter um tecido que faça a função de evitar a sensação do vento frio, mas que não seja um aquecedor. O tecido tem que proteger, mas manter um sistema de ventilação para garantir seu conforto, que seja fácil de tirar, dobrar e colocar no bolso da camisa.

© Camila Melo

Meias

Muita gente não sabe, mas as meias de ciclismo não são iguais as meias tradicionais ou as de outros esportes. A meia de ciclismo tem de ser bem grudada na perna e não pode ser acolchoada na sola, pois se fosse iria roubar potência das pedaladas. “Normalmente elas são produzidas com tecidos e tramas diferentes, potencializando o conforto do ciclista. Ela tem o objetivo de absorver melhor o suor e favorecer a transpiração, evitando que seus pés fiquem úmidos. A meia também ajuda a evitar bolhas e desconfortos causados pelo movimento repetitivo e constante do pedal. Alguns modelos também melhoram a performance, previnem lesões e facilitam a recuperação”, pontua a equipe da Free Force. Gabriel Antonoff, da Silque.com, dá outra dica: “observe o acabamento nos dedos do pé, para que não fure ao usar”.

© Free Force Divulgação

A meia de cano alto ajuda a proteger dos arranhões de galhos pelas trilhas e, é claro, aparece mais, sendo assim, suas várias estampas e cores podem combinar com a camisa.

Manguito e pernito

Estão entre as peças mais versáteis e essenciais na composição do uniforme do ciclista. Manguito é prático porque protege do frio e do sol e é fácil tirar quando você não quer mais usar. Segundo Luli Cox, “é um ótimo adereço tanto no verão quanto no inverno”. Manguitos de inverno são peluciados para proteger do frio, já os modelos de verão são feitos com material mais fino, de preferência de poliamida e com proteção solar 50+. O pernito é mais comum no inverno, também com tecido peluciado para proteger do frio. Claudia conclui: “a praticidade, tanto do pernito quanto do manguito é que se você sair para pedalar de manhã cedo quando está frio e depois esquentar, dá pra tirar, dobrar e colocar no bolso com facilidade, não precisando passar calor pelo resto do treino ou competição. Uma particularidade com relação às mulheres: elas devem procurar pernitos cujo elástico que prende na coxa não seja demasiadamente apertado, pois vai dar o efeito “salsicha”, que, além de deselegante, não é bom para a circulação”.

© Free Force Divulgação

Dicas dos fabricantes

Mauro Ribeiro

“As roupas de ciclismo geralmente exigem um cuidado especial devido serem peças delicadas por causa dos tecidos tecnológicos. Portanto o ideal é lavar a mão, com sabão neutro e deixar secar na sombra”.

Free Force

“Cada roupa tem suas particularidades e especificações, por isso o ideal é seguir as recomendações de lavagem que acompanham o produto. Normalmente as roupas de ciclismo são peças tecnológicas que necessitam de algum cuidado extra. Uma dica geral que podemos dar é evitar deixar essas roupas de molho. Com o zíper fechado, lave a roupa a mão em água corrente, com sabão neutro, logo que chegar do pedal, pois o suor e a sujeira podem comprometer a coloração e integridade da roupa. E para secar recomendamos estender à sombra em local arejado”.

Silque.com

“Não deixe secar ao sol por horas, e sim por minutos; não utilizar produtos químicos que poderão desgastar o material, e principalmente, no caso de bermudas e bretelles, não deixar de molho por horas, e sim por minutos, pois isto poderá danificar os forros”.

Barbedo

“Os tecidos das roupas de ciclismo são normalmente tecidos delicados. Então o ideal é lavar a mão e deixar secar na sombra e pendurado na vertical”.

Escolha certa, conforto garantido, pedal feliz! – Foto© Marcio May Divulgação

Personalização

Alguns dos fabricantes de roupas contam com uma divisão de produçaõ dedicado à linha PERSONALIZADA. Isso é muito oportuno, afinal, muitos querem, ou precisam desse diferencial. A La Maglia, por exemplo, tem uma linha de personalizados, onde produz do jeito que o cliente quer – sua roupa do seu jeito. A pessoa ou grupo de pedal pode escolher tudo que vai no seu uniforme, desde a cor, modelagem, logotipo, com ou sem nome, enfim o uniforme é feito do seu jeito. Após o envio desse material, os designers desenvolvem um layout de acordo com as informações coletadas. Depois o layout é enviado para aprovação do cliente. Nesse formato, normalmente o fabricante exige um pedido mínimo.

Atleta Leonardo Botelho © Divulgação Specialized

Capacete

Esse é outro item de grande importância. Como diz Antonio Olinto, “o capacete deve servir para seu propósito e não ser algo para simples ilustração”. O capacete, além da proteção contra quedas, tem outras finalidades, como a aerodinâmica, por isso, a primeira coisa a considerar é para qual modalidade você vai utilizá-lo. O capacete aberto, modelo bem comum e conhecido como “meia concha”, é muito usado por mountain bikers. Sua versão sem aba é ótima para o ciclismo de estrada. Quem gosta de praticar BMX prefere o capacete “coquinho” ou urbano, que, por ser mais fechado e achatado na parte superior, confere mais proteção em quedas verticais. Ele também é utilizado no ciclismo urbano.

Se você vai passar horas pedalando, o capacete tem que ser bem ventilado. Existem vários tamanhos, com diferentes regulagens. Quanto aos materiais, a maioria dos capacetes é feita em isopor, que suporta bem impactos. Os modelos mais caros são revestidos com fibra de carbono, aliviando bastante seu peso. Ao comprar, procure saber sobre o sistema de espumas internas do capacete em questão, porque isso aumenta bastante o conforto. E, como cada testa é única, tem que testar, testar e testar, até achar o modelo que se encaixa perfeitamente. Mesmo um modelo de alta qualidade, às vezes, não será o ideal para sua cabeça.

Pegar emprestado da certo?

Não, não, não…essa não é uma boa ideia! Roupa de ciclismo poderia ser praticamente classificada como roupa íntima. Sem falar no fato de que se tratam de peças que recebem uma carga significativa de suor, daí, cada um com o seu. Como as dicas anteriores já mostraram, você vai se sentir confortável na sua pedalada se usar roupas ajustadas ao seu corpo, às suas medidas. Você é daqueles que acaba pegando equipamento de ciclismo emprestada porque pedala pouco e acha que não compensa investir nisso? Quem sabe fazer esse investimento não vai te motivar a pedalar mais? Afinal de contas, é bem mais satisfatório fazer uma atividade quando você tem todos os itens apropriados para ela.

Fique atento aos tamanhos e medidas, e qustione o fabricante, se necessário. © ERT Divulgação

Portanto, na compra de qualquer item, o ideal é pesquisar. Observar bem a qualidade, a procedência, o tamanho, e escolher o que lhe veste melhor. Um detalhe: mesmo que na etiqueta o tamanho seja o mesmo, lembre-se que as medidas variam de acordo com a marca. Por isso, fique atento aos tamanhos e medidas, e questione o fabricante, se necessário.

Cuidados ao lavar suas roupas de ciclismo

Christiane Paiva – Foto © Top Produções e Evento

Camisa no tamanho certo, bermuda ajustada, luvas e capacete confortáveis e uma boa sapatilha! Foi um ótimo investimento, e que agora vai te acompanhar em seus pedais por um bom tempo. Como conservar bem suas roupas de ciclismo? Uma peça de qualidade geralmente não sai barato, mas é algo feito para durar, se você cuidar bem dela. As roupas de ciclismo geralmente exigem um cuidado especial por se tratar de peças delicadas e pelo material tecnológico usado em sua fabricação, por isso merecem cuidado especial, veja:

© Free Force Divulgação

Leia a etiqueta

O fabricante coloca na etiqueta informações importantes sobre o produto que você comprou. Antes de lavar, confira essas instruções.

Não demore para lavar

Nem sempre a gente tem tempo para lavar a roupa logo depois do pedal. Mas evite deixá-la muito tempo suja. O suor pode danificar tecidos e as bactérias gostam de umidade, além de ser mais difícil remover a sujeira quando ela fica muito tempo no tecido. Se não conseguir lavar imediatamente, deixe as roupas de ciclismo penduradas e arejadas. Você também pode, inicialmente, tirar o ‘grosso’, se sujou demais a roupa, e depois, com mais tempo, terminar a lavagem.

Máquina de lavar

Pode, mas com água fria: não há problemas em lavar suas roupas de ciclismo na máquina, sempre do lado avesso. Use o ciclo para roupas delicadas, sempre com água fria (a água quente pode danificar a elasticidade dos tecidos). Se quiser, lave peças assim dentro de um saco de malha. Também, aproveite o enxágue duplo da máquina, porque ele retira totalmente o sabão em pó das peças.

Tipos de produto

Nem todos os produtos de limpeza vão fazer bem para suas roupas de ciclismo. Sabão neutro sempre é mais assertivo. O sabão em pó pode ser usado, independente de qual seja, mas não use muito, já que ele é bem concentrado. Evite o amaciante. Ele é altamente prejudicial para roupas anti umidade e impermeáveis, pode fazer com que as fibras do tecido retenham umidade e danificar o elastano. Além do mais, o cheirinho bom do amaciante na roupa não vai durar muito tempo mesmo.

Nunca seque na secadora

Pendure no varal e seque as peças na sombra, de preferência. Isso vai prolongar a vida útil das suas roupas. A secadora pode queimar as fibras do tecido e encolher peças.

Depoimento de Marcio May

© Marcio May Divulgação

Bermuda

Procure uma bermuda que tenha um forro de boa qualidade com forração de Coolmax e tratamento bactericida; observe também o tecido, que não deve ser muito fino para não ficar transparente e prefira os de poliamida, que são mais macios e confortáveis e evitam odores. Eu particularmente não gosto de forro inteiro de gel. Além do peso ele fica muito grosso e não acho confortável, porém, existem forros com espuma e pequenas inserções de gel somente na região dos ísquios, que podem ser muito confortáveis, principalmente em pedais de longa duração.

Camiseta

Existem vários tipos de camisa para ciclismo; as com modelagem fit são indicadas para aqueles que procuram uma melhor performance pois ficam mais coladas ao corpo melhorando muito a aerodinâmica. Observe o zíper, que pode ser curto ou inteiro com sistema de abertura semiautomático, facilitando a abertura. As camisas devem ter tecido com proteção solar UV 50+. A poliamida é muito agradável ao toque, mas não pode ser sublimada, então para personalização é utilizado o poliéster. Verifique na hora da escolha o acabamento das costuras, principalmente nos bolsos traseiros, que devem ser bem reforçados para não descosturarem com o peso.

Meias 

As meias de ciclismo são mais finas do que usamos normalmente com tênis e são produzidas em poliamida ou poliéster. Geralmente são mais arejadas na parte superior do pé. Possuem várias estampas e cores que podem combinar com a camisa.

Capacete

Um capacete de ciclismo, além da proteção contra quedas, tem outras finalidades, como a aerodinâmica. No caso de provas como o triathlon ou provas de contrarrelógio, se utiliza um capacete mais fechado que pode ter viseira embutida, com o objetivo aerodinâmico. Para o ciclismo em geral, pode se escolher um capacete com maior ventilação. Para cicloturismo podem ser usados os capacetes com viseira (aba) que protegem o rosto do sol e da chuva. Alguns capacetes possuem mais de uma medida; o ideal é provar para ver qual melhor encaixa. Ajuste bem o capacete na cabeça, pois é fundamental que ele esteja bem colocado e preso para ter o efeito de proteção em caso de queda.

Sapatilha

Sapatilhas são específicas para cada modalidade: estrada, triathlon ou mountain bike. As sapatilhas de estrada ou mountain bike possuem sola rígida, podendo ser de nylon ou carbono (quanto mais rígida, melhor para transferir aos pedais toda a força aplicada). As sapatilhas de triatlon são muito parecidas com as de estrada, somente com os velcros invertidos (abrem de dentro do interior do pé para fora), pois na área de transição o atleta costuma pedalar e ir calçando andando, e essa diferença evita que os velcros enrosquem na corrente. As sapatilhas de mountain bike possuem sola com travas para que o ciclista possa caminhar na lama sem escorregar. Na hora de escolher a sua sapatilha, evite pegar um número muito justo, pois no calor e em pedais longos o pé acaba inchando um pouco e pode ficar desconfortável.

Bretelle

Um bom bretelle, da mesma forma que as bermudas, deve possuir um forro de qualidade. Prefira tecido de poliamida que é mais confortável. Eu utilizo bretelle e todo o pelotão de ciclismo profissional utiliza, pois é muito mais confortável, não aperta na cintura, pois não tem elástico, e não fica caindo, já que tem alças que o deixam sempre na posição correta de uso. Quem utiliza um bretelle de qualidade nunca mais volta a utilizar bermuda, não tem comparação. 

Corta vento

Existe colete corta vento e jaqueta corta vento. Ambos têm o mesmo propósito: como o nome já diz, proteger do vento gelado. Em saídas de manhã bem cedo ou quando você sobe uma montanha e vai descer um bom tempo sem pedalar, um corta vento ajuda muito.

O colete é mais indicado para se levar junto e colocar ao descer uma montanha.  Geralmente ele tem tecido mais fechado, quase impermeável na frente e com ventilação nas costas.  A jaqueta corta vento pode ser utilizada no frio ou até mesmo com garoa ou chuva fina, e, como tem mangas, protege bem. Escolha uma que tem refletivos que aumentam a segurança em pedais noturnos.

Quanto mais fino o material, mais fácil de transportar e algumas podem ter um pequeno bolso para facilitar na hora de guardar.

Manguito

O manguito é um item muito importante e prático, podendo ser utilizado tanto no inverno quanto no verão.

Os modelos de inverno são peluciados para proteger do frio, já os modelos de verão são feitos com material mais fino, de preferência de poliamida e com proteção solar 50+.

Pernito

Já o pernito se utiliza mais no inverno, também com tecido peluciado para proteger do frio. A praticidade, tanto do pernito quanto do manguito é que se você sair para pedalar de  manhã cedo quando está frio e depois esquentar, dá para tirar, dobrar e colocar no bolso com facilidade, não precisando passar calor pelo resto do treino ou competição.

Depoimento de Claudia Franco

© Claudia Frenco

Bermuda

O mais importante é o forro. Tem que ser um forro que não te machuque, que dê conforto, não aqueça e tenha tecido especial para não criar fungos e bactérias. Não use roupa íntima com a bermuda, ela deve ser colocada diretamente no corpo. O forro tem que ser anatômico. Não pode ser grande a ponto de separar o meio das pernas. Eu prefiro forro de espuma, que é muito mais confortável e não aquece.

Camiseta

Importante que tenha tecido com proteção UV, bactericida, para evitar mau cheiro, e que facilite a evaporação da transpiração, rapidamente, para não ter a sensação de ficar molhado o tempo todo. 

Meias

Use meias no tamanho correto, que sejam confortáveis, para não machucar os cantos dos dedos onde há maior fricção ao pedalar.  

Capacete

Ideal que seja leve, arejado, que tenha sistema de presilhas para manter as tiras bem ajustadas na cabeça e bem abaixo dos lóbulos da orelha. É fundamental que seja anatômico e no tamanho correto da cabeça, e que tenha espaço para passar o rabo de cavalo. 

Sapatilha

Fundamental que seja confortável, arejada, resistente e tenha sistema fácil de fechamento.

Bretelle 

Vale a mesma orientação para a bermuda. Novamente, o mais importante é o forro. Especificamente para mulheres, recomendo bretelle que tenha sistema de soltar as alças, para que facilite na hora de ir ao banheiro. Uso bretelle com este sistema e é incrível a facilidade. Outro detalhe do forro é que seja confortável o suficiente para a quilometragem que pretende pedalar. Tenho alguns bretelles que me dão conforto no máximo até 60km, passou disso machucam. Parei de usá-los. Hoje só uso bretelle que me permita pedalar muitos quilômetros, acima de 100km com o mesmo conforto dos primeiros 5.

Manguito e pernito

Para a época de calor use tecidos leves que facilitem a evaporação da transpiração e tecidos com proteção UV. Para o invern, use tecido térmicos que também facilitem a evaporação da transpiração. Use no tamanho correto para ficarem na posição correta e não cair ou ficar muito apertado. Uma particularidade com relação as mulheres: devem procurar pernitos cujo elástico que prende na coxa não seja demasiadamente apertado, pois vai dar o efeito “salsicha” que, além de deselegante, não é bom para a circulação.

Corta vento

Precisa ter um tecido que faça a função de evitar a sensação do vento frio, mas que não seja um aquecedor. Já usei corta vento que virava um forno. Portanto, o tecido tem que te proteger, mas manter um sistema de ventilação para garantir seu conforto. O tecido tem que ser leve e não gerar volume, para facilitar na hora de tirar, dobrar e colocar no bolso da camisa.

Lavar e cuidar

Uso sabão neutro, e não utilizo amaciante, pois ele danifica os tecidos, relaxa as fibras e o tecido perde a elasticidade. Costumo usar também fungicida, bactericida e germicida, diluídos na água da lavagem. Há produtos específicos no mercado com essas funções. Utilizo também um spray na sapatilha e capacete, que evita a formação de mau cheiro.

Depoimento de Ricardo Gaspar

Todo detalhe pode fazer a diferença – Foto © Ricardo Gaspar

Trabalhei com moda por 20 anos antes de entrar de vez no mundo do ciclismo, e já acompanhava o crescimento dos tecidos tecnológicos e inteligentes, e se isso tem importância na moda, imagine em esportes, onde todo detalhe pode fazer a diferença.

As Jerseys

Antes de tudo devem estar ajustadas ao corpo pela questão aerodinâmica. Os tecidos hoje são cada vez mais leves, com proteção UV, bactericida, facilidade de transpiração e com facilidade de movimentação. Para conhecer a qualidade de uma peça sempre a vire do avesso e veja como é o acabamento das costuras, e se tem a fita de silicone que evita que ela suba. Em questão de estilo, hoje temos grandes marcas fazendo coleções com estampas lindas.

Bretelle

Comecei com as bermudas e acabei passando para os bretelles, primeiro porque via os pros usando e me questionava os motivos: mais tarde entendi que na movimentação em cima do banco as vezes a bermuda pode ficar presa e acabar descendo, ou mesmo a própria movimentação de pedalar faz com que isso aconteça. Com o bretelle preso aos ombros, essa situação é evitada. Outra questão importante é o forro; temos forros inteligentes, onde a densidade da espuma retorna para a sua posição original, não fica esmagando e consequentemente perdendo sua função, isso tanto na bermuda como no bretelle. A compressão é outro detalhe importante, dependendo da trama e do tecido, o forro pode ficar mais ajustado ou não.

Meias

As meias viraram um item de identidade do ciclista. Meias coloridas e divertidas marcam a personalidade de cada um, mas o mais importante é a altura e o poder delas se manterem firmes sem o elástico amolecer.

Luva

As luvas entram nos itens de segurança. Para o MTB prefira as com dedo longo e que tenham uma borrachinha na ponta para usar o celular. Na modalidade road, muitos pedalam sem luva, mas aconselho as de meio dedo. Sempre dê atenção para o conforto, e prefira as mais leves.

Capacete

Se for escolher algo para gastar seu dinheiro, que seja o capacete. Capacetes arejados e leves são os mais indicados, e existem modelos específicos para cada modalidade. Prove até encontrar um que encaixe bem na sua cabeça.

Segunda pele

Não gosto de manguito e pernito, por isso sempre tenho uma segunda pele nessas ocasiões. O mais importante é que o tecido não mantenha o suor em contato com seu corpo; em dias frios isso é congelante.

Corta vento

Temos hoje tecidos membranosos que bloqueiam o vento e permitem a saída da transpiração, para não deixar você molhado durante a pedalada. Prefira os com cores vivas, leves e que tenham algum bolso de apoio.

Depoimento de Camila Melo

© PIU Santos

Bermuda

A primeira coisa que olho quando vou comprar uma bermuda é o forro. Quando ele não é de qualidade pode gerar dores e atrapalhar na hora do pedal. Observo também a barra das bermudas, prefiro as com algum tipo de silicone que não deixe que a peça fique subindo conforme as pedaladas.

Camiseta

Sempre opto pelas camisetas com zíper inteiro, acho que são mais práticas, observo também se tem algum acabamento por dentro para o zíper não incomodar na hora do pedal, e se a peça tem bolsos, pois é importante principalmente para os treinos onde tenho que levar comida, câmara de ar, bomba para encher pneu e etc. 

Meias: Gosto das meias finas, com o passar das horas, pedalar com uma meia grossa começa a incomodar. Ultimamente só tenho usado meias de cano alto, além de serem mais estilosas (dá para brincar bastante na combinação, pois agora as opções de cores e desenhos são muitas), elas ajudam a proteger dos arranhões de galhos pelas trilhas.

Capacete

Sem dúvida o capacete é um dos “acessórios” mais importantes no pedal, brinco que ele é tão importante quanto a bike, por isso tenho uma atenção mais especial na hora de escolher o meu. O primeiro passo é saber qual o melhor tamanho para você, se encaixa bem na sua cabeça e não te incomoda. Já faz uns anos que uso o sistema MIPS (Multi Impact Protection System), que é uma tecnologia patenteada que adiciona uma camada de baixo atrito entre a cabeça e o capacete, desenvolvidos para adicionar proteção em casos de impactos. Em um acidente, o sistema permite que o capacete gire de forma independente ao redor do cérebro. 

Sapatilha

Escolha uma que seja leve e não incomode nenhuma parte do pé. Tenho optado pelas sapatilhas com o sistema de fechamento Boa, pois além de ser prático, não abre no meio do pedal. 

Bretelle

São quase os mesmos critérios que uso para escolher a bermuda, mas na hora de escolher o bretelle observo o tipo de material que é feita a alça e se o mesmo não me incomoda. O bretelle é mais confortável e não tem a preocupação de ficar baixando a blusão ou levantando a bermuda.

Corta vento

Gosto de corta vento que seja leve e fácil de carregar, normalmente escolho aqueles que viram uma mini bolsinha e que consigo colocar no bolso da minha camiseta, pois às vezes conforme vou pedalando, o sol vai saindo, então acho importante poder ter essa opção de guardar. 

Lavar e Cuidar

Lavo minhas roupas de ciclismo separadas das outras e se chego de algum pedal que sujei bastante a roupa, já coloco de molho para não manchar e dependendo da situação passo a escova na peça e depois coloco na máquina.

Depoimento de Raiza Goulão

© Raiza Goulão

Bermuda

Qualidade do forro e do pano – forro de espuma.

Camiseta

Qualidade do material e forma (como se ajusta ao meu corpo) .

Meias

Comprimento, quanto se ajusta ao pé e ventilação.

Capacete

Ventilação, peso e conforto

Sapatilha

Conforto, rigidez, ventilação.

Bretelle

Qualidade do forro e do pano

Corta vento

Material e como se ajusta ao corpo.

Lavar e cuidar

Lavo como roupa normal, e sempre coloco para secar do lado avesso.

Depoimento de Carlos Menezes

© Carlos Menezes

Tecido

Me preocupo sempre com a qualidade do tecido, dando preferência para tecidos finos (menos quentes), cores claras (menos quentes), com a tecnologia Tec Dry para eliminação do suor, costuras invisíveis para evitar incômodos, cortes a laser para diminuir número de dobras e costuras, que tenham zíper inteligente para facilitar a abertura e fechamento.

Bermuda

Eu particularmente prefiro o Bretelle, uma vez que ele mantém o tecido mais junto ao corpo, evitando papos e dobraduras. Assim não fica machucando e beliscando a pele. O tecido mais justo ao corpo também diminui o atrito junto da pele, evitando feridas e assaduras. Bretelles, pelo fato de apresentarem alças, evitam que poeira e areia penetrem pela costura gerando incômodos no glúteo. As alças do bretelle o mantém esticado; assim quando o ciclista pedala de pé, não se forma um papo na região do períneo (gancho ou gavião). Esse papo comumente formado em bermuda geralmente se prende no selim quando o ciclista está de pé vai sentar. Não uso gel por que se movem entre a pele e tecido, gerando atrito e desconforto.

Camiseta

Tec Dry, zíper inteligente, corte a laser, áreas de refrigeração, qualidade do tecido. Evito malhas que esticam muito.

Meias

Justas aos pés, com tecido que elimine o suor.

Capacete

Nunca compro marcas paralelas sem procedência e/ou fabricados na China. Prefiro as marcas conceituadas como: Catlike, Giro, Specialized, Bontrager, etc.

Sapatilha

As mais rígidas, com menos espuma possível, com três velcros. Ainda prefiro os sistemas de catraca ou wire.

Corta vento

Que tenham entrada de ar, zíper inteligente, bolsos externos traseiros, que quando dobrados fiquem minúsculos e de cores chamativas.

Lavar e cuidar

As roupas são lavadas com sabão de coco neutro e secadas na sombra – sempre.

Depoimento de Eduardo Sens

© Eduardo Sens

Eu gosto de usar bermuda pela praticidade. O bretelle atrapalha na hora de fazer xixi (e outras coisas) e me parece que puxa os ombros pra baixo, forçando um pouco as costas. Mas já usei muito bretelle também, que por outro lado tem a vantagem de não prender o abdome e facilitar a respiração. Prefiro bretelle ou bermuda que tenha aquela fita de gel na barra, para segurá-la no lugar certo, na coxa. Camiseta acho importante ter zíper total, que permita nos nossos dias quentes abrir completamente e deixar o vento bater no peito. Como pratico mais MTB, a minha preferência é por meias pretas ou de cores escuras. O barro, a lama, a poeira, essas coisas que amamos no MTB acabam sempre manchando aquela meia branquinha, linda, que você compra assim e não reconhece mais depois do primeiro uso. Sapatilha é obrigatório, pra colocar os pés no lugar certo e para permitir um melhor aproveitamento da pedalada. Não uso as sapatilhas mais caras. As de preço médio sempre me pareceram perfeitas. A menos que eu quisesse disputar a copa do mundo de MTB ou as olimpíadas, não usaria as sapatilhas top de linha. Parecem frágeis demais. E a regra da cor das meias vale também para as sapatilhas: escuras, sempre, pelas mesmas razões. Como aqui no Sul faz bastante frio no inverno e eu gosto de pedalar de manhã cedo, costumo usar corta vento ou até mais proteção. O corta vento tem que ser leve e reflexivo, pra que você fique visível aos carros. Nos dias mais frios, quando baixa de 10 graus, eu costumo usar uma jaqueta de fleece própria para ciclismo. Se baixa de 5 ou menos, uso uma segunda pele por baixo de tudo e uma calça comprida. Luvas, a menos que seja para frio, prefiro aquelas com algum forro e dedos abertos. Quando está muito frio, uso ainda na cabeça uma bandana, para proteger as orelhas e a testa do vento frio. As minhas bermudas são com forro de espuma. Acho que nunca experimentei com gel. Sobre lavar, secar e guardar as roupas de ciclismo, recomendo falar com a Rose, a moça que faz isso aqui em casa! Só sei que milagrosamente, do banheiro, onde as deixo, no dia seguinte elas aparecem dobradinhas na gaveta das roupas de esporte. Não me pergunte como!

Depoimento de Luli Cox

© Sportograf

Capacete

Ele deve ser o mais confortável e leve possível. Se você pedala onde é quente, lembre-se de ter um capacete que seja bem aberto e ventilado.

Manguito

Eu diria que são as peças mais versáteis e essenciais na composição do uniforme do ciclista. Manguito é prático porque protege não só do frio, mas do sol e é fácil baixar e tirar quando você não quer usar. É um ótimo adereço tanto no verão quanto no inverno.

Forro

Sempre de espuma, hoje em dia existem forros com altíssima tecnologia de absorção de suor e secagem rápida.

Sapatilha

De mountain bike eu uso aquelas que parecem com um tênis de aventura, porque as competições e provas em que participo geralmente tem trechos onde é preciso empurrar a bike. Por isso sempre optei por sapatilhas que sejam confortáveis nesses momentos desconfortáveis.

Lavar e cuidar

As roupas de ciclismo devem ser lavadas sempre a frio, e deve se tomar muito cuidado com o sabão utilizado (nunca jogar ele direto na roupa), porque estraga facilmente a lycra.

Depoimento de Paulo de Tarso

© Paulo de Tarso

Hoje no Brasil temos excelentes fabricantes de vestuários de ciclismo para todos os bolsos. Em alguns casos se paga muito caro devido ao nome da marca, mas muitas vezes o valor muito caro é por causa da qualidade do produto, tipo do tecido, forro etc. Bermuda muito barata, pode desconfiar. Forros muito finos podem prejudicar até o desempenho do ciclista. Isso já aconteceu comigo uma vez, pois utilizei uma bermuda já velha com forro gasto. Era uma pedalada longa, a dor começou a pegar, passar para o corpo inteiro e quase não consegui chegar até o final.

Bermuda

Uso as marcas Barbedo, Hike Bike e Mauro Ribeiro.

Camiseta

Barbedo e Hike Bike.

Meias

Hupi Bike.

Capacete

Italiana Rudy Project.

Sapatilha

Italiana Northwave.

Bretelle

Não gosto.

Corta vento

Hike Bike e Mauro Ribeiro.

Cuidar e lavar

Sempre sigo as orientações de cada marca.

Depoimento de Gabriel Antonoff

© Gabriel Silque

Bermuda

Observe o tecido e forro, se possui leveza no toque, e o acabamento interno, que poderá machucar o ciclista. Procure um produto que fique justo ao corpo, pois bermudas largas poderão agarrar no selim, em alguma troca de posição sob a bike. O acabamento e forma de costurar o forro é fundamental para o conforto do ciclista.

Camiseta

Observe a modelagem, tecido, qualidade do zíper, profundidade do bolso. Avalie sua necessidade de uso, pois existem camisas extremamente justas, e outras um pouco mais largas, para todo tipo de ciclista.

Meias

Observe acabamento nos dedos do pé, para que não fure ao usar.

Capacete

Fazer a escolha correta de acordo com o tamanho da cabeça, e observar o conforto e a profundidade, além das opções para ajustes.

Sapatilha

Avaliar principalmente o conforto ao calçar. Cada pessoa possui particularidades nos pés, que poderá gerar algum desconforto. Interessante observar o peso, pois existem algumas marcas bem pesadas.

Bretelle

Observe o tecido, forro e alças, se possui leveza no toque, e o acabamento interno, que poderá machucar o ciclista. Procure um produto que fique justo ao corpo, pois bretelles largos poderão agarrar no selim, em alguma troca de posição sob a bike. O acabamento e forma de costurar o forro é fundamental para o conforto do ciclista.

Corta vento

Observe se possui algum ponto de ventilação interno, pois um corta vento todo fechado pode esquentar demais o corpo, mesmo em momentos frios.