Comer bem e barato em viagens: nossas 7 dicas

Comer bem e barato em viagens pode ser um grande desafio, mas também pode ser muito simples, desde que a gente conheça um pouco sobre nutrição e culinária.

Nossas dicas baseiam-se em nossa experiência na vida nômade morando em um motor home e em viagens de bicicleta pelo Brasil e pelo mundo, por isso, acreditamos que elas sirvam para estes dois universos, claro, com suas devidas adaptações.

Num vídeo nós já contamos como conseguimos dinheiro para viver como nômades e como fazemos para que esse estilo de vida seja sustentável.

Agora você vai compreender como tudo isso se aplica também ao nosso sistema de alimentação.

1. Você é sua medida

A nossa primeira dica, e que achamos a mais importante, é conhecer as suas próprias necessidades de quantidade e sabores de comida.

Pra isso, você pode começar respondendo a essas perguntas:

  • Quanto eu preciso ou quero comer?
  • Quais os nutrientes diários necessários que vão me ajudar a manter a saúde e bem estar?

A partir daí, conhecendo os nutrientes que cada tipo de alimento pode fornecer, a matemática e o seu gosto pessoal vão te ajudar a estabelecer as melhores combinações, de acordo com os mantimentos que encontrar em cada lugar.

2. Aprenda a cozinhar

Aprender a cozinhar, compreendendo a função que cada ingrediente e cada processo tem na receita, ajuda a transformar a receita de acordo com a disponibilidade de mantimentos.

Na prática, em cada lugar novo que a gente chega, procuramos produtos que atendam às necessidades que priorizamos. Com o tempo, vamos estabelecendo novas receitas, com variações das combinações entre os alimentos que costumamos comprar. Com isso, já inventamos diversas receitas no motor home. Nem sempre fica bonito… mas definitivamente, sempre fica gostoso 😉

3. Organize e calcule seu estoque de comida

Nós damos preferência aos alimentos frescos, como frutas e verduras e, com pouco espaço na geladeira, não dá pra fazer um estoque muito grande. Por outro lado, muitas vezes estamos estacionados longe da cidade, então estabelecemos alguns dias na semana para fazer compras.

Já na viagem de bicicleta, o cálculo é ainda mais restrito, pois temos que carregar com nossas forças o peso da comida que está nos alforjes.

No começo da pandemia, até fizemos uma lista de compras baseada em um cardápio semanal, isso facilitou muito! Mas isso funciona quando você fica um tempo parado em uma mesma cidade. De qualquer forma, a lista pode servir como base, e você vai substituindo os alimentos que não encontrou por outros com o mesmo valor nutritivo.

Em Heliodora/MG, estávamos indo 2x por semana até a cidade. Nesse caso, nossa previsão era um pouco mais precisa, mesmo assim, às vezes, na segunda, feira tinha que olhar na gaveta e “criar” uma comida nova com o que sobrou dentro nela.

4. Estude e se aprofunde, mesmo que assunto pareça simples

Na seção de “Dicas de Cicloturismo” aqui em nosso site, você vai encontrar mais dicas sobre alimentação.

Mas para se aprofundar no tema, sugerimos a leitura do livro 7 Passos Andinos, que é como um Curso avançado de Cicloturismo de Aventura. Lá você vai ler as dicas completas do que consideramos importante pra alimentação e pra todas as outras facetas da viagem de bicicleta.

5. Conheça e adapte-se aos produtos locais

Em hipermercados de cidades grandes, você encontra as marcas famosas, mas nos mercadinhos de pequenas cidades, há mais espaço para os produtores da região e quase tudo que provamos é muito bom. Quando temos oportunidade de voltar a um lugar, já sabemos o que vamos querer, procuramos comer de novo o que a gente gostou, dessa forma, bem fácil comer bem e barato em viagens!

Em cada lugar os produtos podem ser vendidos de forma diferente, em Mucugê/BA, a tapioca era vendida em barra, em Heliodora/MG, o leite da roça vem no saquinho, e a linguiça é feita no próprio açougue do supermercado.

6. Não perca a hora

Em algumas cidades ainda há o hábito de fechar o comércio na hora do almoço, com horários de funcionamento diferentes. Em boa parte das cidades do roteiro da Serra do Espinhaço, tínhamos que chegar e já perguntar qual era o dia da feira, porque só era possível comprar frutas e verduras na feira, nos mercadinhos não tinha quase nada desse tipo de comida.

Por isso, cada vez que entrar em uma nova região, converse com as pessoas e crie sua nova rotina. Com certeza isso é uma ótima oportunidade de vivenciar um lugar.

7. Alimente seu corpo e, principalmente, sua curiosidade

Prepare-se para compreender a cultura alimentar de cada lugar e para provar sabores diferentes e, assim, sempre ficará satisfeito e feliz em se alimentar com o novo.

Neste vídeo contamos e mostramos mais detalhes de como fazemos para comer bem e barato em viagens, na teoria e na prática: