Outubro Rosa

Anualmente, em âmbito mundial, se empreende uma corrida a favor da conscientização de toda a sociedade sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, incluindo melhores práticas de atendimento, sensibilização além da esfera de gênero e terapias. Uma corrida a favor da vida.

Criada em 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, a campanha situada no décimo mês de cada ano envolve muito mais do que um cuidado individual com a saúde profunda. Trata-se de uma questão de saúde pública.

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Sim, é fato que a medicina avançou enormemente nas décadas seguintes, porém o diagnóstico precoce aumenta na mesma escala as condições de tratamento e convalescência.

E neste sentido, a pandemia acendeu a luz vermelha para uma realidade tocante no Brasil. Ela está relacionada ao direcionamento que o Estado dá à questão, pois faltam mamógrafos e o atendimento no Sistema Único de Saúde está tremendamente atrasado, segundo o que confirma a mastologista e presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), Dra. Maira Caleffi, do Hospital Moinho de Ventos – Porto Alegre.

As perspectivas terapêuticas visando a cura começam, invariavelmente, por falarmos aberta e publicamente sobre o assunto, além de buscarmos o que orientam especialistas da comunidade médica pelo país.

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As leis 12.732/2021 e 13.896/2019, juntas, estabelecem que a paciente precisa realizar exames relacionados ao diagnóstico em até 30 dias e, caso necessário, possa ser submetida ao tratamento oncológico em até 60 dias da emissão do laudo patológico.

Toda a sociedade precisa lutar pela garantia destes direitos, porque a vida não pode esperar.

Avançando ainda mais contra a burocratização das empresas de convênios médicos e da falta de assistência dos órgãos públicos, a Lei 6.330/2019 busca desburocratizar a inclusão de medicamentos de uso domiciliar na ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar e, como não poderia deixar de ser, exigir que os convênios subsidiem as medicações já aprovadas e registradas na ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

E, ainda que a grande mídia (TV) comente mas não esclareça sobre os direitos das pessoas em tratamento, cabe salientar que é concedido Auxílio-Doença (desde que haja vínculo com a Previdência Social); Aposentadoria por invalidez; Isenção de Imposto de Renda sobre os proventos de aposentadoria e pensão; Isenção de ICMS IPI na compra de veículos adaptados e taxa de IPVA em razão de limitação física; Retirada do FGTS e PIS/PASEP, além de reconstrução mamária.

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A Revista Bicicleta sempre se posiciona a favor de ações pró-saúde e, portanto, pró-vida. É parte da noção de civilidade que temos e um compromisso com o amanhã.

Previna-se. Faça o autoexame e a mamografia. Busque aconselhamento médico em caso de qualquer dúvida. Não deixe a vergonha ou o receio cuidarem da saúde do seu corpo. Cuidados com a saúde não podem ser deixados para depois.

Clique no link abaixo e faça o download gratuito da Segunda Edição do livro “Vencer o Câncer de Mama”, obra coordenada pelos oncologistas Antonio Carlos Buzaid, Fernando Maluf e Débora Gagliato. O link original está na página do Instituto Vencer o Câncer.

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