Bélgica

A cidade de Gent, na Bélgica, testemunhou uma transformação notável em sua paisagem urbana nos últimos anos, liderada por Filip Watteeuw, Vice-prefeito para Mobilidade. Em menos de uma década e com poucos recursos financeiros, Watteeuw implementou medidas audaciosas para reduzir o uso de carros e promover a bicicleta como meio de transporte. O plano resultou em uma queda significativa no número de viagens de carro, de 55% para 27% de participação modal, e aumento da participação das viagens de bicicleta de 22% para 37%.

Confira quais foram as etapas chave do processo:

Etapa 1: Limitar carros

Watteeuw dividiu a cidade em seções e restringiu o acesso de carros entre elas de forma simples, sem complicar a circulação dos serviços essenciais, mas desestimulando o uso do carro já que também as vagas passaram a ser distantes do centro, estimulando que a última milha do deslocamento fosse feita em bicicleta ou a pé.

Etapa 2: Construir infraestrutura

Já que os recursos financeiros não eram muitos, construir estruturas segregadas não foi a primeira opção, mas sim acalmar o tráfego na malha viária, antes dedicada aos automóveis e agora com recursos como calçadas rebaixadas, diminuição de velocidade e muita sinalização para que a circulação compartilhada ocorresse com segurança. Enormes estacionamentos subterrâneos de bicicleta também passaram a estimular o uso da bike.

Etapa 3: Construir uma cultura ciclística

Diferente do que o senso comum ainda prega, a cultura é consequência das ações concretas, quando não combinadas a elas. Os grandes bicicletários passaram também a oferecer reparos básicos com mão de obra em treinamento, o que gera oportunidade de trabalho para jovens aprendizes e salva a vida de muitos ciclistas. Há uma frota de 8 mil bicicletas a baixo custo para incentivar o pedal entre aqueles que ainda não possuem sua própria bike, além de um sistema de ‘bici-táxi’ que circula pela cidade também empregando recém residentes na cidade.

Apesar da resistência inicial, que Watteeuw denomina como “minoria barulhenta”, o político conseguiu ser reeleito. Mas afirma que nem sempre essas ações conseguem angariar votos, mas que elas precisam ser feitas se quisermos que as coisas mudem num curto espaço de tempo – como já entendemos ser urgente para as cidades mundo afora.

Por aqui, no Brasil, será que entendemos essa urgência?

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