A Grécia, por sua geografia, convida para esse tipo de viagem. Dona de incontáveis ilhas e muitos mares, o destino no país pode ser uma dúvida; o arquipélago Cíclades no mar Egeu, onde estão as famosas ilhas de casinhas brancas com janelas azuis, ou mesmo as ilhas do norte que estão no mar Jônico, com influência de arquitetura e cultura italiana, além das praias incrivelmente belas.

© Luli Cox

Atenas, o primeiro destino, é a porta de entrada do país, a primeira parada certeira. Vale a pena explorar a metrópole por sua história e beleza. Uma dica: deixe a bike de lado, porque a cidade tem trânsito complicado e navegação não muito simples. Dois dias serão facilmente preenchidos com a quantidade de lugares que existem para visitar.

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A verdade é que a Grécia não tem erro na escolha do destino; todo o país é bonito, cheio de ilhas e praias lindas do norte ao sul.

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Em uma central de informação para turistas em Atenas, é fácil descobrir as alternativas e possibilidades, como descrição das ilhas, horários e valores dos ferries. Aí fica fácil afinar o destino de acordo com suas preferências individuais.

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ESCOLHA A DATA

O tempo no país costuma ser bom para viajar praticamente o ano todo. No outono, as temperaturas são amenas e boas para pedalar e o tempo fica um pouco mais instável, mas correr o risco vale a pena pelos preços mais acessíveis e pouco movimento; ilhas conhecidas por suas baladas ficam irreconhecíveis no outono. Se a ideia é agitação e balada, é melhor ir no verão, quando também aumentam a quantidade e horários de ferries e serviços disponíveis, como hotéis e restaurantes. Siga as suas vontades!

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ILHAS CiCLADES NO OUTONO

Nossa escolha foi fugir da massa turística e trocar o outono cinzento de Portugal por dias ensolarados no país dos deuses. O arquipélago do sul, por sua localização, garante dias mais quentes, além do visual característico grego: casas brancas de janelas azuis.

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Os portos dos ferries que saem diariamente para as Ilhas Cíclades estão a pouco quilômetros do centro de Atenas. É possível chegar de bike. A passagem de barco pode ser comprada no porto mesmo (as bikes viajam de graça). No outono, os barcos ficam bem vazios, mas quantidade e destinos também diminuem; o website viva.gr contempla horários e destinos de ferries de todo o país.

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Após a escolha do arquipélago, definir as ilhas foi relativamente fácil; optamos pelo destino que tinha barco disponível no dia e horário que queríamos viajar. Fica aqui a descrição das ilhas eleitas e exploradas:

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SÉRIFOS

Sérifos é uma das ilhas não descobertas pelos turistas internacionais, que ainda preserva muito o ambiente de comunidade local. Perfeita para quem quer tranquilidade e sossego. Uma Cíclade típica; pequenos portos, vilarejos cor de neve, praias douradas como também maciços rochosos e morros com pouca vegetação e extraordinário cenário.

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PEDALANDO EM SÉRIFOS

O pedal na ilha é muito divertido e cheio de relevos altos e baixos, o que garante vistas maravilhosas de praias e várias tonalidades de azul do mar.

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É possível dar a volta na ilha por estradas diferentes. A via central passa por Chora, a capital da ilha que fica no alto de morro. Vale a visita: além do vilarejo charmoso, tem a vista maravilhosa de uma das principais baías da ilha.

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Pela estrada que contorna a ilha é possível fazer um “tour” pelas praias que existem, e não são poucas. Praias calmas de água cristalina, ótimas para nadar.

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MILOS

Milos fica na parte sudoeste do arquipélago Cíclades, e é a quinta maior ilha; sua costa tem 126 km. Estranhas formações rochosas, lindas cores, praias de areia branca e pedras esculpidas compõem o cenário dessa ilha vulcânica. Outra ilha pouco conhecida pelos turistas internacionais, Milos tem praias únicas e beleza singular.

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PEDALANDO EM MILOS

Sua forma lembra uma meia lua, com uma enorme baía central em que quase sempre é possível avistar o outro lado da ilha.

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O pico mais alto tem 748 metros. Em dias de boa visibilidade, no cume, além da vista de 360 graus, enxerga- se muitas das ilhas vizinhas. O acesso ao pico é por estrada de terra, e o pedal até lá é tão exigente quanto gratificante; são quase 70 quilômetros de ida e volta saindo do porto principal da ilha.

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A conquista das praias é um pedal tranquilo com menos altimetria e muitas possibilidades; há praias em todas as pontas da ilha, e para as mais bonitas o acesso é pouco exigente. Sarakiniko, a praia branca de cenário lunar, por exemplo, está a poucos quilômetros do porto principal. A melhor maneira de explorar a ilha é sentar no selim e se perder à vontade.

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PAROS

Paros está localizada no centro do arquipélago, e é considerada um destino turístico popular de beleza singular; de praias vastas, águas cristalinas e belo cenário. A ilha tem 195 quilômetros quadrados e boa infraestrutura hoteleira.

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PEDALANDO EM PAROS

Paros tem várias estradas por toda a ilha, e é possível contorná-la e descobrir seu interior por muitas estradas de acesso. Existem vilarejos em toda a costa. Pedalar em Paros não tem segredos e explorar é instintivo.

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O ponto alto, literalmente, é Lefkes, a cidade mais alta no interior de Paros, de onde parte uma trilha de 3 quilômetros até Prodromos, outro vilarejo. O caminho milenar bizantino em pedras de mármore corta a montanha e a paisagem mistura montes e praias, num paisagismo emoldurado pelo céu azul. Para os destemidos, um downhill muito técnico e divertido!

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IOS

Ios, ou Nios, como os locais a chamam, é uma das lindas ilhas do arquipélago, conhecida mundialmente e escolhida pelos jovens por causa da vida noturna. Dos 81 km de sua extensão de costa, 32 km são praias. No outono, a badalada ilha se torna irreconhecivelmente tranquila e desabitada.

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PEDALANDO EM IOS

Pedalar em Ios não é tarefa para qualquer um. Existe apenas uma estrada central que percorre a cumeeira da ilha, ou seja, para chegar a qualquer praia é preciso subir para depois descer e o retorno será pela mesma estrada, e será necessário o mesmo esforço no sentido contrário, o que dificulta a exploração das praias. Magganari, uma das mais bonitas, fica no lado oposto ao porto. Essa aventura, por exemplo, rendeu 51 km com 1.500 de acumulado. Haja pernas!

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SANTORINI

Santorini é provavelmente uma das ilhas mais conhecidas do mundo, um fenômeno geológico, resultante de uma das explosões vulcânicas mais poderosas da história da Terra. Sua costa tem 70 km e sua população ronda os 15 mil habitantes.Sua beleza singular atrai turistas do mundo todo durante todo o ano.

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PEDALANDO EM SANTORINI

Prepare-se para encontrar subidas. Pedalar em Santorini é uma ótima forma de conhecer a ilha, porém, pernas serão necessárias. Vale a subida ao cume da ilha com 567 metros pela vista maravilhosa. As praias da ilha são pouco atrativas. Pedale até as principais cidades e saia para caminhar e explorar os labirintos brancos de ruas estreitas e vistas de tirar o fôlego.

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DICAS GERAIS

Se a opção foi viajar no outono, opte por ficar nas cidades portuárias das ilhas, porque sempre há restaurantes e hotéis abertos mesmo em baixa temporada.

Opte por uma mountain bike; existem muitas opções de pedal em estradas de terra e trilhas técnicas no interior das ilhas. Uma bike de estrada limitaria a viagem e a exploração.

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Fique atento para a previsão do tempo e horários das viagens de ferries; e se for possível, concilie a viagem de barco em momentos que seu corpo precisa de um descanso ou num dia nublado. Otimize a sua viagem.

Vá preparado para encarar subidas; a maioria das ilhas tem relevo acentuado e para chegar nas praias primeiro é preciso subir. Conquiste os topos das montanhas; além das belas vistas, tem sempre uma igrejinha branca charmosa!

Perca-se; a melhor maneira de explorar qualquer lugar do mundo! Boa viagem!